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domingo, 19 de agosto de 2012

Complicated Love

Bom, eu nem sei por onde começar, apesar de minha vida não ser tudo aquilo, eu não costumo descrevê-la, então, isso é meio diferente pra mim, mas, voltando ao começo do que agora se tornou um inferno pra mim. Tudo começou quando eu tinha apenas 15 anos... eu resolvi fazer o meu tão esperado intercâmbio desde os 11, emfim, foi ótimo, e toda a minha expêriencia fez minha família resolver mudar, TUDO, quando digo tudo, eu quero dizer tudo mesmo, incluindo a minha vida, mudamos de país, eu mudei de escola, obviamente, e meus pais conseguiram um emprego lá, nossa vida não era puro luxo, muito menos nossa casa, mas era aconchegante, e dava pra viver, isso é o importante. Tive que deixar minhas melhores amigas, minhas confidentes, minhas eternas irmãs que por um acaso do destino não tinham o mesmo sangue que eu. Emfim, vou fazer um resumo da minha vida desde a mudança: Hoje eu estou com 18 anos, estou fazendo o 3º ano, tenho uma amiga, que posso chamar de confidente, ela realmente sabe tudo sobre mim, mas vamos dizer que ela é do tipo "Chamativa", porque? Simples, qualquer garoto baba só por passar, eu fico só no meu canto ouvindo as patadas que ela da em cada um, é hilário como os garotos dessa escola são ridiculamente boyzinhos (metidos e riquenhos) e se acham, eu tenho uma bolsa neste colegio, porque sinceramente, eu não conseguiria pagar a mensalidade disso aqui, dá a minha casa e mais um pouco por mês, mas, Annabeth foi a única que se aproximou de mim, entre todos esses, e por fim deu na nossa amizade, ela tambem é rica, mas é humilde, apesar de sempre estar toda arrumada, ela tem personalidade, e não se gaba por ser filha do dono da Apple (única coisa que veio na minha cabeça). Também tinha um "amigo" nosso, vamos se dizer que ele é muito perfeito, eu gosto dele, ou sei lá, acho que é pelo fato de ele me fazer bem. Mas agora respondendo, por que minha vida é um inferno? Simples, eu não me encaixo nela, apesar de ser minha, eu não me adapto a ela, porque só pra começar na minha escola cada aluno tem seu carro, é uma pequena lista tipo: Conversiveis,  SSC Tuatara, Saleen S7 Twin-Turbo, Ferrari, entre outros. Eu vou com a Annabeth pra escola, mas quando ela falta vou andando mesmo, eu me sinto deslocada, enquanto todos são cheios de roupas de marca. Eu nem sei porque eu insisto em ficar nessa escola, acho que é mais pro meu futuro. Porque eu pretendo ter um futuro sem depender de meus pais. Mas, emfim, tinha até esquecido de dizer meu nome, me chamo Fanny Ebert, sim, meu pai é descendente de americanos. Emfim, me deram o nome de Fanny porque o significado é "divertida, alegre". Mas, isso não se encaixa muito a mim no momento. Bom, estou falando como se minha vida fosse a pior coisa do mundo, está quase lá mas minha vida fora da escola é muito boa, eu tenho alguns amigos que não são da escola, e eles são muito legais, meus pais me tratam muito bem, e sempre tentam me compreender.
3 Semanas Depois...
 Acordei com o celular despertando, tocava "So Sick" do Ne-Yo, eu amo aquela música (Autora on. Eu realmente amo essa música. Autora off). Levantei, tomei banho, escovei meus dentes, fui á cozinha, comi um pedaço de bolo com nescau, voltei pro quarto passei um corretivo, só pra tirar a cara de morta, um lápis preto e rímel incolor, coloquei um ténis e sai, Bethy chegou uns 3 minutos depois, e fomos á caminho da escola, primeiro dia, nem acredito que era meu ultimo ano. Chegamos á escola, e Bethy estava eufórica.
- Calma menina... - Disse assustada com tanta afobação.
- Ah, eu vou ver o meu amor. - E saiu que nem louca atrás do Chepp, que era o atual "ficante" dela.
- Ora, Ora, se não é a garota que não tem dinheiro pra pagar a escola! - Logo após escutei risadas, me virei e vi Justin, Charles, Ryan e Matthew.
- Ao menos eu tenho caráter, o que me mantem aqui, diferente de você, que usa o dinheiro pra encobrir a falta de vergonha na cara que te falta. - Disse simples, virei as costas e sai andando. Quando sinto alguém me puxar pelo braço forte.
- Olha aqui garota, quem você pensa que é pra falar assim comigo? - Disse Bieber indignado.
- E você, quem você pensa que é pra falar assim comigo? - Respondi fria, o encarando. Ele deu um leve risinho com seus amigos e me respondeu.
- Justin Drew Bieber, prazer. - Respirei fundo, dei um leve sorriso e disse.
- Prazer só se for seu, porque meu não é.
 Fui curta e grossa, agora ele estava me encarando com fúria nos olhos, sai andando e a procura de meu armário. É, esses garotos me enchem o saco desde quando cheguei, e viram que eu não era como as outras, eu simplesmente não vejo algo de bom nesses meninos. Ryan já tentou me seduzir, só pra me levar pra cama, e depois falar mal de mim, emfim, o plano dele deu errado. Eu achava garotos como Justin e seu grupo incrivelmente idiotas e ridículos, mas eles insistem em se enfiar no meio da minha vida à atormentando. Achei meu armário, abri, coloquei minha bolsa e peguei apenas os livros dos primeiros horários e sai á caminho da sala quando alguém me puxa e ao mesmo tempo me abraça, era inconfundível, aquele cheiro que eu amava tanto só uma pessoa tinha. Achei meu armário, abri, coloquei minha bolsa e peguei apenas os livros dos primeiros horários e sai á caminho da sala quando alguém me puxa e ao mesmo tempo me abraça, era inconfundível, aquele cheiro que eu amava tanto só uma pessoa tinha.
- Leo (lê-se Lio) - Olhei pra ele que sorria constantemente.
- Quis fazer uma surpresa, faz tempo que eu não te vejo.
- Pois é! Ninguem manda sumir assim do nada, rs. - Ele riu.
- Eu fui viajar!
- Pra onde? 
- Bahamas. - Disse eufórico.
- Nossa, que legal, lá é tão lindo, bom, pelo menos por fotos. - Disse admirada.
- De perto é mais lindo ainda, eu nunca tinha ido antes. - Disse empolgado, o encarei.
- Tenho que ir pra aula! - Agora ele que me encarava.
- Qual sua primeira aula? - Ele sorriu.
- Inglês.
- Posso te acompanhar? É minha primeira aula tambem.
- Claro - Sorri abertamente. Logo após isso ele me abraçou de lado e fomos pra sala assim. Quando chegamos ele foi pra junto de seus amigos e eu fiquei esperando a Bethy, quando ela chegou estava ao lado de um garoto alto, com lindos olhos azuis. Sem dúvidas era Chepp, bom, não tenho certeza mas, pelo que ela me falou dele deveria ser, estava o observando quando Bieber disse.
- Que feio, ela ta de olho no ficante da amiga. E quando eu pensava que ela não podia se superar POOWM, ela me surpreende. - Ele riu, ou melhor, gargalhou com seus amigos, eu realmente não sei onde eles vêem graça em maltratar as pessoas desse jeito. Emfim, Bethy olhou pra mim com uma carinha tão fofa, mas, era uma carinha de dó. Eu me senti muito mal, eu não suporto isso, olhar de dó, pena, que as pessoas me olhem ou me tratem assim. Resolvi responder.
- Justin Drew Bieber, cala a merda da sua boca seu playboyzinho de merda, garoto se toca, você é extremamente insignificante pra humanidade, ou pelo menos pra mim, o que você fala, não me atinge, porque a única opinião que me interessa é a das pessoas que eu gosto, e pode ter certeza que você não é uma delas, então guarde A PORRA DA TUA OPINIÃO PRA VOCÊ, E PARA DE ME TORRAR, PORQUE NINGUEM MAIS AGUENTA A PORRA DA TUA VOZ, você é incrivelmente chato, irritante, então vai tomar no teu cú, e vai cuidar da tua vida, se é que você tem uma.
- A pobrezinha agora está estressada? OOOOWNTI, ela tem sentimentos, não, ela é sensivel demais, ficou toda nervosinha, que foi nenem? Papai ta sem dinheiro e não pode mais comprar seus remédinhos pra retardação mental? - Ele riu. Nesse momento a sala apenas observava.
- A única criatura aqui que tem retardação mental é você Bieber, então vai se fuder, e para de me atormentar.
 Ele ficou quieto, não porque não tinha o que responder, mas sim porque eu estava enfrentando ele, e todas as meninas dessa escola, ou se jogam em cima dele, ou abaixam a cabeça, mas como sempre eu sou a excessão. Pra esses garotos, nós devemos respeito á eles, eu acho que nem homens eles são ainda, e já são tão machistas, não estou querendo dizer pela idade, mas sim por comportamento, atitudes e tipo de pensar, se são assim enquanto jovens, imagina quando forem adultos? Eu fico pensando o quanto vão depender do dinheiro de seus pais pra viverem. Acabou as outras duas aulas e eu sai pro recreio falando com Bethy.
- Mas, eu só estava tentando descobrir se era o Chepp pelo o que você me falou, não escute eles por favor. - Disse tentando desmentir a merda que o Bieber falou.
- De boa, nem se precupe. Mas, cadê o Leo? - Perguntou olhando pra todos os lados.
- Pra que? - Pergunte curiosa.
- Pra ele ficar aqui cuidando de ti, enquanto eu dou uns beijos. - Nós rimos.
- Falando no principe, ele chegou.
- Leeeo ! - Pulei em seus braços, rs, eu tinha certa intimidade com ele, e ele me fazia bem, era o garoto mais bondoso, e engraçado que eu ja havia conhecido. 
- Oi minha linda. - Disse me encarando.
- Bom casal 20, eu to indo viver o meu 'amor' envés de ficar observando o de vocês. - Ela riu, e eu sinceramente odiava quando ela fazia essas brincadeiras. Logo após isso ela saiu e eu morria de vergonha ainda abraçada com Leo. 
- Que linda, ficou coradinha, sua fofa. - As vezes o Leo fala de um geito tão gay, que da pra duvidar.
- Para com isso, sabe que eu tenho vergonha.
- É, mas eu tambem sei que você tem uma beleza, que nossa.
 Eu ri, ele vivia fazendo essas piadinhas sem graça, mas, no fundo eu acho que eu gosto um pouco dele, afinal, eu amo ele como amigo, e acho que está nascendo algo disso. E eu tenho medo, de me apegar demais, e depois sofrer. Por isso pra mim, garoto é perda de tempo.- No que tá pensando?
- Nada demais. Por que?
- Fica aí quieta olhando o nada.
- Estava observando a paisagem. - Sorri, e ele gargalhou.
- Que paisagem?
- Essa ué. - Nós rimos.
- Emfim, vamos comer alguma coisa?
- Beleza.
 Saímos andando e quando estavamos na fila ele disse:
- Você ta com fome? 
- Não.
- Então por que estamos aqui?
- Porque você foi incapaz de me perguntar se eu estava ou não com fome antes?
- Você podia ter discordado.
- Mas eu sou educada.
- Ah, desculpe senhorita educação, havia esquecido que vossa majestade era tão formoza. 
- Para com isso. - Disse vermelha, tinha gente olhando, e ele não falava tão baixo assim.
- Isso o que? - Se fez de desentendido.
- Isso! - Nós rimos da minha idiotice. Quando do nada alguém chega falando.
- Namoradinho novo, pobre? Aliás, o que o Leo iria querer com você? Porque aliás, ele está ficando com a Louisy, e vamos concordar, você não chega aos pés dela. - Abaixei a cabeça.
- Para com isso Bieber.
- Agora vai defender a sem teto?
- Cala essa boca Bieber, você nem conheçe ela.
- Nem pretendo conhecer.
- Acho até melhor, era capaz de você contamina-lá com tanta estupidez.
- Quem você pensa que é?
- Isso ta errado. Eu quem deveria te fazer essa pergunta. Quem você acha que é? Ainda mais, que direito acha que tem pra falar assim com as pessoas? Com a Fanny?
- O mesmo direito que tenho pra te mandar ter respeito comigo.
- Que respeito? Isso é uma coisa recíproca. Se você não respeita os outros eles não irão te respeitar.
- Todos me respeitam.
- Não, todos temem á você. Respeito é uma coisa, medo é outra.
- E você tambem deveria ter medo de mim. Bom, seria melhor pra você.
- Mas eu não tenho.
- Emfim, quem avisa amigo é. - Bieber ia sair andando mas, eu não podia deixar Leo se prejudicar.
- Bieber! - Exclamei em um tom alto o suficiente para que ele me ouvisse.
- O que foi? - Se virou com má vontade.
- Não faça nada com Leo, seu problema é comigo, não com ele.
- Mas se ele se entromete no meio, meu problema também é com ele. E graças á você sua pobre, ninguém mais nessa escola tem respeito, esqueceram quem eu sou, e não vai ser dificil lembrar vocês. - Ele ja estava fazendo um anúncio para a escola inteira, pois tinha aumentado a voz.
- Ache o que quiser mas, quem está fazendo isso não sou eu, e sim você com essas atitudes.
- CALA ESSA BOCA SUJA. - Ele veio pra cima de mim.
- Isso, seja um covarde a mais nesse mundo, e me bata. - Ele se segurou pra não pular no meu pescoço.
- Eu não encosto em lixo.
- Então como faz pra tomar banho? - Falei debochando dele.
- Chega Fanny, você tem que parar de provocar esse idiota. Vem! - Leo me puxou pra longe dali. Mano, será que minha vida escolar tem que ser baseada em brigar com esse trouxa? Eu estou pensando seriamente em matar ele com minhas próprias mãos, mas não iria perder minha vida dentro de uma prisão por causa dele. Seria muito desperdício, melhor deixar ele se ferrar sozinho, Deus escreve certo por linhas tortas e o que é dele virá. 
POV Justin.
 Aquela pobre, eu tenho nojo daquela garota, graças a ela Lucy está me achando um sem coração. Quem é Lucy? É a única garota verdadeira comigo, eu realmente gosto dela, só ela sabe tudo da minha vida, e não me julgou sem ao menos me conhecer, como essas pessoas da escola. Ela é doce e só com um abraço eu não resisto. O olhar dela é incrivelmente lindo, parecem duas pequeninas estrelas, é a garota perfeita, e quem estraga tudo? As pessoas dessa escola, gente insignificante que só pensa em dinheiro. Eu me sinto na obrigação de ser assim, afinal, minha mãe é a presidente e eu represento poder nessa escola, mas ninguem deveria me enfrentar. A não ser aquela lixo que tem que se entrometer no meio. Eu sou revoltado sim, mas só nesse lugar, porque ele me trás lembranças suficientes pra me deixar mal e como uma mascára eu me faço forte e tudo fica bem. Lucy não gosta de mim como eu gosto dela, ela mesma ja me disse por dizer que me considerava como um irmão, e que achava que não conseguiria ter algo mais comigo. Emfim, Fanny não sabe com quem está mechendo, não estou falando isso por poder matar ela, ou qualquer besteira, e sim porque eu posso me vingar dela, eu só preciso de tempo, e logo logo ela vai estar na minha mão.